Comportamento

A “duck face” está de volta e a culpa é da Geração Z

3 minutos de leitura

Um olhar blasé e lábios levemente proeminentes, que criam uma expressão quase de desinteresse: essa é a nova microtendência de comportamento da Geração Z, que chegou também no tapete vermelho de premiações. Talvez essa pose te soe familiar: um déjà-vu direto dos anos 2010. Estamos falando da “duck face”, ou o clássico “biquinho de pato”.

Gen Z Pout – Foto: Instagram @lilyrose_depp

Pose marcante

Diferente da “duck face” atual, o biquinho de pato de 2010 era uma pose bem marcada e até exagerada. Na época, era presença garantida em selfies no espelho ou fotos de perfil. A ideia era destacar os lábios e criar um ar mais sexy ou divertido, sem muita preocupação em parecer espontâneo.

É claro que a “duck face” atual carrega o mesmo DNA de antigamente, mas com uma leitura mais moderna. O The New York Times destaca que esse “bico” ajuda a criar um ar de distanciamento elegante, como se a foto fosse capturada sem esforço algum.

Seja essa a intenção ou não, a pose virou alvo de análise nas redes sociais e ganhou um nome: Gen Z pout.

Narrativa visual

Segundo o The Washington Post, em uma matéria que fala sobre o mesmo tema, o Gen Z pout é produto dos novos padrões de beleza.

“As mulheres da Geração Z não estão apenas se conformando ao olhar masculino, seja na passarela ou nas redes sociais, mas fazendo uma declaração que mostra que estão totalmente cientes do que estão fazendo, e se apropriando disso”, fala a reportagem.

Madelyn Cline – Foto: Instagram @madelyncline

Anti-performance?

Para além disso, o “biquinho”, combinado com um olhar de tédio, parece uma forma de comunicação: uma recusa em performar qualquer emoção de maneira explícita.

Nesse sentido, reflete um comportamento típico da Geração Z: mais do que querer parecer algo específico, há um esforço em não parecer, evitando rótulos, expectativas ou leituras previsíveis. 

Há quem diga que também é uma forma de ironizar a “duck face” dos millennials, como uma releitura que brinca com o exagero do passado. Nesse processo, o que antes era uma tentativa clara de parecer mais atraente e divertido, se transforma em outra mensagem: a de que não há, necessariamente, uma preocupação em parecer (ou ser) nada.

Contradição comportamental

Nas redes, a pose virou meme, com millennials tentando imitar o Gen Z pout. Apesar de tudo isso, há ainda outra camada de ironia: para transmitir essa sensação de “desinteresse”, é preciso, na verdade, performar uma pose cuidadosamente calculada.

Mas, no fim, é justamente essa contradição que define a estética: entre parecer natural e ser totalmente construída.

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