Se você ama cinema, com certeza se lembra dos filmes estrelados por Mary-Kate e Ashley Olsen. As gêmeas começaram a carreira aos 9 meses de vida, na série “Três é Demais”. Alguns anos depois, conquistaram Hollywood com o primeiro longa de ambas, “As Gêmeas de Sorte”, lançado em 1995.

Dá para dizer que o estilo de Mary-Kate e Ashley Olsen sempre foi consistente. Desde cedo, elas apostaram em looks sofisticados e peças de alfaiataria, criando a imagem it girls mirins. As produções parecidas, mas nunca idênticas, se tornaram uma marca registrada das duas.
Enquanto a moda da época apostava em calças de cintura baixa, por exemplo, as gêmeas continuavam investindo em silhuetas clássicas. Isso não significa, porém, que elas ignoravam o momento que viviam. Animal print e outros excessos típicos dos anos 2000 apareciam em seus looks.

A camiseta perfeita
Foi a partir dessa relação tão próxima com a moda que elas fundaram a The Row, em 2006. Ao mesmo tempo em que se afastaram dos holofotes do cinema, elas se aproximavam das passarelas, adotando um estilo de vida mais discreto.
O nascimento da marca veio de uma ideia simples, mas ambiciosa: criar a camiseta perfeita. O projeto surgiu a partir de Ashley, que testou diferentes modelagens em mulheres de idades e biotipos variados até encontrar o caimento ideal.

A força do essencial
A The Row nunca tentou ser algo que não é. Desde o início, a marca nasceu com uma proposta minimalista e segue fiel a esses princípios: cores sóbrias, alfaiataria impecável, silhuetas amplas e casacos de linhas limpas fazem parte do seu DNA.
Além disso, a atenção quase obsessiva aos detalhes e à qualidade das peças se tornou uma de suas principais assinaturas, aproximando a grife de grandes nomes da moda.
Há quem acredite que uma marca precisa sempre inventar novos shapes para se manter relevante. E, embora a experimentação seja importante, essa não é a necessidade de todas as casas. No caso da The Row, a força está mais em aperfeiçoar o essencial.
Nova Birkin?
Isso não significa que a marca abra mão de criar peças icônicas. Em 2024, a bolsa Margaux, da The Row, passou a ser apontada como a possível sucessora da bolsa Birkin, clássico da Hermès.

Embora tenha sido lançada em 2018, o modelo ganhou uma nova dimensão anos depois graças ao fim da logomania. Na época, celebridades como Jennifer Lawrence ajudaram a consolidar seu status de peça desejo ao incorporá-la com frequência em seus looks do dia a dia.
Bolsa polêmica
Outra criação que também chamou atenção foi a Tote Bindle de camurça, seja por ser uma das bolsas queridinhas ou pela proporção nada convencional.
No Brasil, a bolsa ganhou ainda mais notoriedade após um vídeo da nossa boss, Camila Coutinho, que se surpreendeu com o tamanho do acessório. Quem lembra?
@camilacoutinho E eu nem sou essas consumistas todas kkkk que ódio Méri Keitiiii #therow ♬ som original – Camila Coutinho
Discrição como linguagem
O que traz um fascínio extra para o universo da marca é também o comportamento de Mary-Kate e Ashley Olsen: poucas entrevistas e aparições raras.
Em vez de apostar no glamour ou na exposição constante das fundadoras, a página da maison publica imagens de obras de arte, fotografias conceituais e desenhos. Até mesmo nos desfiles há um cuidado.
Em 2024, durante o Paris Fashion Week, a marca proibiu o uso de celular, entregando um bloco de nota para que os convidados fizessem anotações sobre o desfile.
Como copiar o estilo no Brasil?



