Beleza

Como o futurismo e a estética cyber querem inaugurar uma nova era na beleza?

5 minutos de leitura

Quando você era criança e imaginava o futuro, o que passava pela sua cabeça? Para muitas pessoas, a imagem era quase sempre a mesma: carros voadores, cenários tecnológicos e uma estética cyber, marcada por muito prateado, inclusive nas roupas, nos acessórios e na maquiagem.

Como o futurismo e a estética cyber querem inaugurar uma nova era na beleza – Foto: Instagram @godmode

A era das mudanças

Nos últimos anos, várias marcas de beleza passaram por rebrandings que apontavam para a mesma direção: menos excesso visual. A Kylie Cosmetics é um bom exemplo disso. No Brasil, esse movimento também apareceu em marcas como Bruna Tavares, com mudanças mais sutis, e Bmés, antiga BM Beauty, que passou por um reposicionamento mais amplo.

Como consequência, vivemos um momento em que muitos lançamentos de beauté se parecem entre si, gerando um certo cansaço entre os consumidores. É justamente nesse contexto que a estética cyber volta aos holofotes, propondo um imaginário futurista e uma nova linguagem visual. Em tempos marcados por tantas incertezas, essa busca por uma realidade alternativa também funciona como uma forma de escapismo.

Retorno inusitado

Nós sabemos que mudanças são necessárias, e agora parece ser, de fato, a vez da estética cyber. Marc Jacobs, que voltou ao universo da beleza, chamou atenção do mercado com embalagens coloridas, cheias de detalhes prateados e com aparência quase decorativa.

A grife chega com uma personalidade que, de certa forma, sempre esteve presente no universo do estilista. Mesmo enquanto boa parte da indústria apostava na estética clean, seus desfiles continuavam entregando produções dramáticas.

Outras empresas já vinham flertando com esse visual futurista.

As novas embalagens de Marc Jacobs – Foto: Instagram @marcjacobsbeauty

Quanto mais metalizado, melhor

Não tem como falar sobre embalagens futuristas sem citar a Rabanne. A marca transformou o prata em uma de suas principais assinaturas visuais, levando para os produtos o mesmo imaginário ousado que sempre marcou sua moda.

Além dela, a Prada Beauty também flerta com essa estética. Ainda que o prata não seja sua única linguagem, a marca trabalha o metalizado de forma marcante em suas maquiagens.

Rabanne tem o prata como linguaguem visual – Foto: Rabanne
Os batons com embalagem prata da Prada – Foto: Instagram @pradabeauty

Futuro na nécessaire 

No mercado internacional, ainda temos a Godmode, marca de Chloë Grace Moretz e Rina Sawayama, que não só aposta no prateado, como também leva a estética cyber para o próprio formato das embalagens, com produtos que parecem ter saído de outro planeta.

Godmode, marca de Chloë Grace Moretz e Rina Sawayama – Foto: instagram @godmode

Esse mesmo movimento aparece na Isamaya Beauty, que ficou conhecida pelas maquiagens de grande impacto visual. A marca aposta em formatos pouco óbvios e uma estética quase industrial.

Essas duas marcas já nasceram com essa estética, mas ganham um destaque diferenciado agora pelo momento anti-clean girl que estamos vivendo, reforçando essa ideia de beleza como objeto de design.

Isamaya Beauty ficou conhecida pelas maquiagens de grande impacto visual – Foto: @isamayabeauty

É do Brasil

É claro que o Brasil nunca fica para trás, e a MBoom vem como um exemplo desse movimento. A marca leva o mood futurista para além dos produtos e constrói uma experiência inteira em torno dessa linguagem: do site à identidade visual.

Acredite, isso movimentou os apaixonados por beleza. Depois de anos em que muitas marcas apostaram em embalagens minimalistas, a chegada de produtos com formatos e propostas diferentes, reacende o desejo pelo novo.

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