A Dior presentou hoje sua coleção prêt-à-porter de Outono-Inverno sob a direção criativa de Jonathan Anderson. O desfile aconteceu no Jardim das Tulherias, um dos cenários mais encantadores de Paris, e a escolha da locação não foi por acaso.
As referências dialogavam diretamente com o espaço: a natureza e a história do jardim serviram de ponto de partida, assim como a coleção de 1949 da maison, Milieu du Siècle, que surgiu reinterpretada com um olhar contemporâneo.

O Jardim das Tulherias, criado em 1564 por Catarina de Médici, é o parque público mais antigo de Paris. Hoje, ele é conhecido como um dos locais mais encantadores da capital parisiense. Apesar da destruição do Palácio das Tulherias em 1871, o jardim mantém sua importância histórica e, claro, a sua beleza.
Além disso, outro elemento explorado pela Dior são as cadeiras verdes, símbolo da cidade luz. Criadas especialmente para o Luxembourg, foram colocadas à disposição da população em 1923 em três modelos: cadeiras, poltronas e as inigualáveis poltronas inclinadas. Essas cadeiras foram o símbolo do convite da maison para o desfile.
Volume e babado
Na passarela, os babados volumosos ganhavam formas orgânicas, quase como pétalas em movimento. Estampas e aplicações florais reforçavam essa atmosfera, enquanto plumas e franjas adicionavam leveza e fluidez às peças.

Os casacos, inclusive os confeccionados em tecidos mais encorpados, apareceram com silhuetas bem marcadas, valorizando a forma do corpo, e ganharam babados estratégicos e detalhes ornamentais que elevavam as peças.
De acordo com Jonathan Anderson, a sua maior inspiração foram os primeiros modelos de casacos criados por Christian Dior. No vídeo abaixo, você confere todos os detalhes.
