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Não postar nada é o novo sinônimo de ser “cool” nas redes sociais?

4 minutos de leitura

Viva primeiro, poste depois. Esse parece ser o lema de 2026 quando o assunto é redes sociais. Isso porque, ao que tudo indica, a tendência agora é ser low profile: postar apenas o que você deseja compartilhar, sem excessos.

O movimento aparece após 2025 ter sido o ano dos dumps e é encabeçado pela Geração Z. Você pode até achar tudo isso bem controverso, mas faz sentido com os recentes questionamentos acerca da internet.

Busca por privacidade

Em 2024, a Geração Z falava muito sobre o “feed zero”. A ideia era usar mais os stories, que somem após 24h, e não ter nenhuma (ou pouca) postagem no perfil. Para muitos, essa é uma boa maneira de evitar exposição e, principalmente, manter a saúde mental em dia.

2025 veio com uma roupagem diferente logo no primeiro semestre: os dumps no estilo Dua Lipa ficaram em alta. Ali, pequenos recortes da vida eram selecionados e publicados com menos edição e produção. 

Era como se o Instagram tivesse voltado ao que era quando foi criado: o objetivo se tornou publicar fotos que simplesmente gostamos, sem muito contexto.

Para além das telas

Porém, não demorou muito para voltarmos a questionar a nossa relação com as redes sociais. Dessa vez, de um jeito mais profundo, levando em consideração não só a saúde mental, como o tempo que gastamos em cada aplicativo.

Foi assim que os millennials e a geração Z se uniram em busca de atividades ao ar livre e hobbies que não te permitissem ficar na tela.

De repente, a leitura ficou em alta. Tivemos um “boom” de Clubes do Livro, inclusive de celebridades, e talvez você nunca tenha escutado falar tanto sobre cerâmica, colagens, pintura.

Um levantamento da Shopee, a pedido do GLOBO, mostrou que desde o último trimestre de 2024, a busca por itens relacionados à crochê, por exemplo, saltou 600% no público de até 17 anos.

Não postar nada: como assim?

A tendência não é deixar o Instagram 100% de lado, como já dissemos, mas selecionar o que você vai postar e não se importar com o dia que isso irá acontecer. Ou seja, zero pressão para estar online, o uso das redes é despretensioso. 

Zendaya e Taylor Swift são frequentemente citadas como exemplo: nem sempre as artistas estão no feed ou nos stories, aparecendo às vezes para uma atualização pontual, seja pessoal ou de trabalho.

Do outro lado, há quem queira fazer parte desse movimento não por questionar as redes, mas pela trend. Nas redes, tem circulado alguns posts e vídeos que reforçam que pessoas muito ricas não postam nada, muitas vezes mantendo o perfil fechado ou com raras fotos no feed.

Assim, a ideia de ficar offline passa pelo questionamento comportamental, e vai para outro lugar: o de status social.

Planejamento pessoal

Se você trabalha com redes sociais (ou pretende trabalhar), é importante entender que estar ativo ainda é necessário. O famoso: quem não aparece, nem sempre é visto.

Quando o assunto é a nossa frequência, vale sempre pensarmos no que faz sentido para nós mesmos, sem a influência das trends. A partir disso, definimos a melhor maneira de lidar com a internet no dia a dia, de acordo com a nossa rotina e propósito.

Em 2026, a relevância das redes sociais não mudou. Os nossos questionamentos, sim. 

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