Cultura

“O Agente Secreto” está traçando o mesmo caminho de “Ainda Estou Aqui”?

5 minutos de leitura

Embora “Ainda Estou Aqui”, do diretor Walter Salles, já tivesse estreado no Brasil, foi no Globo de Ouro, quando Fernanda Torres conquistou a estatueta de Melhor Atriz em Filme Dramático, que o país entrou oficialmente em clima de Copa do Mundo.

Um ano depois, o mesmo fenômeno se repeta com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. Após o Globo de Ouro, o longa foi premiado com Melhor Filme em Língua Não Inglesa e coroou Wagner Moura com a estatueta de Melhor Ator em Filme de Drama.

Wagner Moura em “O Agente Secreto” (Reprodução: Instagram)

O caminho é parecido, mas hã diferenças

Você tem a impressão que, quando o burburinho sobre “O Agente Secreto” surgiu, o filme parecia mais forte no páreo das premiações? Isso não é à toa.

Antes do Globo de Ouro, o longa jã acumulava mais de 50 troféus no currículo, incluindo no Festival de Cannes, onde estreou em maio de 2025. Além disso, passou por cerca de 35 premiações até agora. A campanha de “O Agente Secreto” é mais longa e, por isso, mais forte numericamente.

Wagner Moura no Globo de Ouro (Reprodução: Instagram)

Chuva de estatuetas

“Ainda Estou Aqui” fechou a temporada de premiações com diversos troféus: no total, foram cerca de 70 prêmios em 42 festivais.

O filme protagonizado por Wagner Moura também segue o mesmo caminho. Entre as mais de 50 estatuetas, temos: Melhor Direção e Melhor Ator no Festival de Cannes, Prêmio de Cinema de Arte no Festival de Cinema de Hamburgo, Melhor Filme Internacional no Critics Choice Awards, e mais.

Além disso, o longa está indicado no Paris Film Critics Awards, Film Independent Spirit Award, Dorian Film Awards e Satellite Awards, que acontecem entre fevereiro e março.

Olhos para o cinema brasileiro

Outra questão necessária a ser abordada é que, depois de “Ainda Estou Aqui”, os nossos olhos já estão mais voltados para o cinema brasileiro. É como se o filme de Walter Salles tivesse relembrado a potência da nossa arte.

Por isso, o hype que fizemos com “O Agente Secreto” já começa muito mais inflamado, justamente porque sabemos aonde podemos chegar: o Oscar, do qual o filme de Fernanda Torres fez história ao vencer o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira.

Fernanda Torres no Oscar (Reprodução: Instagram)

A ditadura sob dois prismas 

As semelhanças de “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto” não param por aí. Ambos os filmes falam sobre ditadura, só que de maneiras completamente diferentes.

Enquanto “Ainda Estou Aqui” traz o tema voltado para o impacto familiar, a partir da história real de Eunice Paiva e do desaparecimento de Rubens Paiva, o outro retrata o mesmo tema de maneira mais estrutural, com alguns elementos de thriller.

Ambos são muito importantes, olhando para a ditadura de maneira quase complementar.

“O Agente Secreto” está garantido no Oscar?

Ao que tudo indica, sim.

Recentemente, o Instagram oficial do Oscar (@theacademy) mostrou os países que possuem filmes concorrendo a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, e o Brasil está na lista.

Não é certo, mas as chances são grandes. Inclusive, podemos garantir presença nas mesmas categorias que “Ainda Estou Aqui”: Melhor Atriz e Melhor Filmes de Língua Estrangeira.

As indicações ao Oscar serão anunciadas no dia 22 de janeiro, já a cerimônia está marcada para o dia 15 de março.

Embate com Timothée Chalamet

O público espera ver exatamente essa disputa no Oscar 2026. Com “Marty Supreme” no auge e críticas positivas em relação ao trabalho de Timothée Chalamet, a presença do ator no páreo está praticamente garantida.

Se repetir o feito de Fernanda Torres, Wagner Moura disputa frente a frente com o norte-americano.

Vale lembrar que, há um ano, a atriz brasileira disputava com Demi Moore, Cynthia Erivo, Karla Sofía Gascón e Mikey Madison, que foi a vencedora da estatueta por sua atuação em “Anora”.

Timothée Chalamet no Globo de Ouro (Reprodução: Instagram)

O Brasil e a sétima arte

Além de “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”, nosso país tem diversos longas aclamados e premiados.

É o caso de “Manas”, de Marianna Brennand, que acumulou mais de 20 prêmios e indicações internacionais. A conquista mais recente foi a indicação ao prêmio espanhol Goya 2026.

Sem contar produções como Orfeu Negro (1959), Central do Brasil (1998) e Cidade de Deus (2002), indicados a grandes premiações como Globo de Ouro, Oscar e Palma de Ouro.

E aí, está ansiosa para ver o Brasil mais uma vez no Oscar?

Gostou desse conteúdo?

Compartilhe com que também vai gostar!

NEWS!
Ícone de favoritos

Adicionado aos favoritos

Esse item esta na sua lista de favoritos, aproveite! Continue navegando e adicione tudo que você curte na sua lista.

Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.