Já sabemos que 2016 está de volta e isso inclui uma cor de cabelo nada óbvia: o azul. Queridinho da era Tumblr, o tom virou símbolo de uma geração e teve em Kylie Jenner uma de suas maiores referências. Ainda na adolescência, ela transformou o azul-turquesa em marca registrada, estética que voltou a assumir em 2025 como forma de celebrar sua trajetória e revisitar a era King Kylie.

Com o tempo, o azul saiu de cena e abriu espaço para tons neutros, cabelos naturais e a estética clean girl. O que prometia simplicidade, porém, acabou se tornando mais um padrão difícil de sustentar.
É desse cansaço estético que o cabelo azul ressurge. Quebrando a ideia de “beleza natural” e assumindo o artificial como escolha consciente, ele volta a tratar a beleza como forma de expressão.
Liberdade estética
Nos últimos meses, o azul reapareceu com força: North West, Jorja Smith, Cardi B, Oklou, Cannelle, Sabrina Bahsoon e cenas inteiras como a de Londres e Berlim vêm resgatando tons ice, turquesa e azul elétrico.
Historicamente, o cabelo azul sempre esteve ligado a movimentos alternativos. Em 2026, ele vai um pouco mais além, resgatando a estética dos anos 2010, quando errar, exagerar e experimentar faziam parte do visual.

Por isso, assim como outras tendências que vão e voltam, como a sobrancelha descolorida, o cabelo azul não se comporta como uma moda passageira. Ele se consolida como uma linguagem visual, capaz de comunicar identidade, posicionamento e a vontade de existir fora dos padrões estabelecidos.

