A Galeria Pivô, no centro de São Paulo, virou palco do desfile de inverno 2026 de Paula Raia. Intitulada “Transe”, a coleção mergulha no processo de criação e parte de uma mesa imaginária, onde a estilista se reúne com Lygia Clark, Joni Mitchell e Joan Mitchell.

“Na mesa, uma taça pela metade. A cor rubra não se deixa reconhecer. Muitas notas. Um guardanapo manchado de tinta, ou vinho. O pão já esfriou. Há um isqueiro que não pertence a ninguém, um castiçal de cerâmica ao centro e um vestido azul que poderia pertencer a todas”, diz o convite ao desfile.

Toda essa intensidade criativa se traduz nas roupas. Na passarela, peças de tecidos encorpados, com volume e muita textura, se destacam. Mesmo em uma coleção de inverno, há espaço até para transparências, bastante renda e os classicos corsets.
Já a cartela de cores transita pelo preto, marrom, vinho e bege, mas foge do óbvio ao incorporar o rosa claro, o azul cobalto e o amarelo-manteiga, que já está em alta há algum tempo no universo da moda. As estampas florais e composições em jeans brilham os olhos em propostas que equilibram delicadeza e atitude.

Durante o desfile, a marca levou à passarela sua estreia em cerâmicas: peças que aparecem como objetos escultóricos no corpo, entre colares, jarros e castiçais.

