Durante os desfiles, roupas coloridas ou cheias de detalhes e volume costumam chamar a atenção do público. Mas, por mais impactante que seja uma coleção, a impressão é a de que os estilistas têm quase um uniforme.
Isso porque eles costumam aparecer no final das apresentações para cumprimentar os convidados usando um suéter escuro, quase sempre azul-marinho, combinado com calças jeans básicas ou alfaiataria.

Os fãs do azul-marinho
Nas últimas semanas, a cena se repetiu não uma ou duas, mas quatro vezes: com Erdem Moralıoğlu, Raf Simons na Prada, Louise Trotter na Bottega Veneta e Maximilian Davis na Ferragamo.
Sem contar Jonathan Anderson. Embora ele não tenha aparecido assim em seu último desfile, o combo já foi uma escolha recorrente do designer.

Por que essa escolha se repete tanto?
A verdade é que não há uma resposta concreta. A teoria é que o estilista se distancie da própria criação, permitindo que apenas as peças apresentadas no desfile brilhem.
Um bom exemplo disso é Louise Trotter e sua coleção para a Bottega Veneta. Repleta de casacos felpudos e blazers bem estruturados, ampliados em suas proporções, as peças pouco tinham a ver com a escolha da própria criadora, que surgiu na passarela com o “uniforme” descomplicado.

Entre a criação e o conforto
Ao mesmo tempo, há quem questione nas redes sociais se os próprios designers entendem que suas coleções nem sempre conseguem sair das passarelas para o “mundo real”. E, por isso, acabam optando pelo conforto.
Independentemente do motivo, é fato que nem sempre os estilistas querem vestir as próprias criações, pelo menos não na passarela.

Exceções à regra
Ainda assim, há alguns pontos fora da curva, como Patric DiCaprio, da Vaquera, que surgiu na passarela da Paris Fashion Week com uma camisa cheia de recortes e uma cueca boxer xadrez.
Outro exemplo é Rick Owens, que frequentemente aparece no final de seus desfiles com produções tão impactantes quanto as de seus próprios modelos.

