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Somos todos latinos? Boato de Shakira em Copacabana expõe relação com cultura latina 

5 minutos de leitura

O mundo passou a cantar em espanhol, e não é só sobre idioma. A música latina ocupa os palcos mais importantes do planeta, da indústria musical e até da moda. Enquanto artistas latinos lotam estádios no mundo todo, o Brasil segue sendo um desafio. Em meio ao boato de uma artista colombiana no show em Copacabana, o Brasil ainda parece hesitar em se reconhecer como parte dessa mesma América Latina.

Shakira – Foto: Reprodução / Instagram @shakira

Na boca do povo

É inegável o poder crescente da América Latina na cultura pop. Principalmente na música, o mundo passou a cantar em espanhol, língua predominante desses países, mas, mais do que isso, a consumir uma estética e uma linguagem que por muito tempo foram tratadas como subcultura, sobretudo por não pertencerem aos eixos europeu ou norte-americano.

Longe daqui

Bad Bunny – Foto: Divulgação

Na música, Bad Bunny conquistou seu lugar ao sol com o lançamento de “Un Verano Sin Ti” (2022). O álbum foi o mais ouvido do ano no mundo, mas passou longe do Brasil, inclusive na turnê que apresentou o disco ao público. Nas redes sociais, brasileiros questionavam como o planeta inteiro estava falando sobre o porto-riquenho se ele sequer havia emplacado um hit por aqui.

Demorou, mas aconteceu

O cenário começou a mudar com “Debí Tirar Más Fotos” (2025), álbum que novamente figurou entre os mais ouvidos do ano. Desta vez, o Brasil cedeu espaço, enquanto artistas como Karol G, J Balvin e Rauw Alejandro também buscavam sua consolidação no mercado nacional. Vieram ao país, mesmo parte deles enfrentando shows esvaziados ou apostando em feats com artistas brasileiros como estratégia de entrada.

Universo pop

Karol G e Diesel – Foto: @diesel @karolg

O curioso é que, enquanto essa conquista ainda era incerta por aqui, fora do Brasil esses artistas lotavam estádios ao redor do mundo, lançavam álbuns aclamados pela crítica e expandiam sua influência para além da música, especialmente no universo da moda. Exemplos não faltam: Bad Bunny em colaboração com a Adidas, Karol G lançando coleção com a Diesel, Rauw Alejandro como rosto das fragrâncias masculinas da Carolina Herrera, entre outros.

Na outra américa

Nos grandes eventos globais, os latinos seguem cada vez mais requisitados. Karol G figura como headliner do Coachella, enquanto Bad Bunny será atração do Super Bowl em pleno governo Trump, que não esconde seu desdém pelos imigrantes. Esses dois palcos são os  mais simbólicos da indústria do entretenimento.

Caminhos abertos

Em meio a esse mercado disputado, a única artista que conquistou o Brasil de forma consistente ao longo dos anos foi Shakira. Em 2025, ela trouxe a turnê de seu último álbum,”Las Mujeres Ya No Lloran”, para Rio de Janeiro e São Paulo, com ingressos disputados em ambas as cidades.

Grandes números

Shakira – Foto: Reprodução / Instagram @shakira

A tour entrou para a história da carreira da cantora. Shakira foi a primeira mulher a esgotar ingressos em 40 minutos para dois shows no Peru, no Chile e na Argentina. Também se tornou a artista solo com mais apresentações no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, na Colômbia (cinco ao todo), além de ser a mulher com o maior número de shows de uma mesma turnê no Estádio GNP Seguros, no México, somando sete datas.

Todo mundo mesmo?

Nesta semana, o nome de Shakira voltou a circular como possível atração do projeto “Todo Mundo no Rio”, que em sua última edição trouxe Lady Gaga. Nas redes sociais, no entanto, comentários negativos ganharam força, alguns afirmando que o “show da cantora é fraco” ou que ela “não lotaria Copacabana”. 

Diante disso, fica a pergunta: não deveríamos celebrar essa escolha como clima de Copa do Mundo, assim como aconteceu com o filme “Ainda Estou Aqui”?

“Agora todos querem ser latinos”, canta Bad Bunny em “El Apagón”

A frase não poderia ser mais atual. Ainda assim, parece que o Brasil segue em uma longa jornada para se reconhecer como hermano de seus vizinhos. A barreira do idioma existe, mas soa contraditória quando a música norte-americana segue dominando playlists, rádios e palcos no país sem qualquer resistência.

E você, o que acha do possível show da colombiana no Rio? 

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