Moda

Valentino Garavani morre aos 93 anos

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Nesta segunda (19), morreu Valentino Garavani, aos 93 anos. O italiano é fundador da maison Valentino, parte importante e essencial da história da moda italiana e mundial. A informação foi confirmada pela Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, seu sócio e parceiro.

De acordo com o comunicado, “ele faleceu em paz em sua residência em Roma, cercado pelo amor de seus entes queridos”. O perfil da maison compartilhou homenagens à Valentino, incluindo uma foto antiga, em que ele aparece no início da carreira.

Valentino (Reprodução: Getty Images)

História e legado

Valentino Garavani nasceu em 11 de maio de 1932, na cidade de Voghera, no norte da Itália. Ainda na infância, ele assistiu ao filme “Ziegfeld Girl” (1941), longa que conta a história de Susan, Sheila e Sandra em um grande espetáculo na Broadway, e se apaixonou instantaneamente pelo mundo da moda.

Para seguir seu sonho, o designer se mudou para Paris aos 15 anos, onde começou a entrar no universo da alta-costura. Na França, ele estudou na Escola de Belas Artes e foi aprendiz em ateliês de grandes nomes da moda, como Guy Laroche, Jean Dessès e Cristóbal Balenciaga.

A maison Valentino foi fundada anos depois, em 1962, em Roma. Ao jornal “O Globo”, o italiano falou sobre esse momento. “Passei meus primeiros oito anos de carreira em Paris. Em determinado momento, decidi abrir minha primeira grife, em Roma, com o apoio fundamental dos meus pais”, contou ele.

Em 1968, a marca passou por um grande “boom” internacional. Primeiro, com a coleção “White Collection”, que se destacou ao trazer quase todas as peças em branco, enquanto a época exalava cores. Foi assim que Jacqueline Kennedy se encantou pelo trabalho de Valentino, convidado para desenhar o vestido de seu casamento com Aristóteles Onassis, em 1968.

Vestido de noiva feito por Valentino (Reprodução: Instagram)

O icônico Valentino Red

Esse marco fez com que todas as mulheres mais famosas apostassem em um vestido Valentino para aparecer em eventos, incluindo atrizes como Anne Hathaway. Ao mesmo tempo em que isso acontecia, o designer criava uma assinatura icônica: o Valentino Red, um tom de vermelho único e vibrante, que virou símbolo de poder.

 Valentino se encantou pelo vermelho durante uma ópera em Barcelona, quando ainda era adolescente. Na época, ele ficou encantado com os vestidos vermelhos usados por algumas mulheres no local. De acordo com ele, em meio a vários tons, o vermelho era o único que realmente permanecia na memória.

O Vermelho Valentino ficou conhecido por funcionar em diferentes tecidos, iluminar a pele e se destacar nas fotografias. O tom não era genérico e possuía muita personalidade.

Valentino e Anne Hathaway (Reprodução: Getty Images)

Em 2008, Valentino se despediu da maison durante a semana de alta-costura de Paris, no Musée Rodin: um cenário clássico, que casou perfeitamente com a coleção que resumia todo o trabalho do estilista ao longo de 50 anos. 

A despedida foi feita ao som de “My Way”, de Frank Sinatra, quando Valentino entra na passarela visivelmente emocionado ao lado de Giancarlo Giammetti.

O legado de Valentino não é passageiro. Ao criar códigos visuais icônicos, a roupa deixa de ser sobre uma tendência efêmera e passa a alcançar um status que atravessa décadas.

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