Quem aqui se lembra quando o piercing era sinônimo somente de rebeldia? Parece que foi ontem que a perfuração era completamente associada a estética punk/rock. Atualmente, a arte de perfurar o corpo ganhou outro status, estética e até um novo nome: curated ear.

No entanto, o novo nome para um costume antigo ainda é novidade. Fizemos uma pesquisa com a nossa comunidade e o resultado mostra que o conceito ainda está sendo descoberto: 88,9% das leitoras não sabem do que se trata, enquanto 7,4% já ouviu falar, mas ainda não é adepta.
O que é, afinal?
A proposta não é simplesmente sair furando a orelha de forma aleatória, mas sim criar um design personalizado. Cada piercing e brinco é pensado estrategicamente levando em consideração o formato da sua orelha, estilo de vida e, claro, a harmonia entre as joias. “É justamente a construção de editar, refinar e compor, em vez de simplesmente preencher espaços”, conta Bela Piercing, ear & jewelry stylist.

Sai de cena a estética pesada e entram argolinhas ultrafinas, pontos de luz discretos, brilhantes e joias de alta qualidade (como ouro e titânio) que conversam entre si. Podem ser três, cinco ou sete furos: o segredo não é a quantidade, mas a composição.
Julgamento social
Justamente por conta da harmonia e materiais mais delicados, o piercing deixou de lado o preconceito, que de acordo com a profissional, era mais “silencioso”. “Diferente da tatuagem, que acabou sendo amplamente discutida ao longo dos anos, o piercing carregava um julgamento velado”, opina.
Atualmente, esse cenário é completamente diferente. “Estamos vivendo justamente essa transição: o piercing deixa de ser visto como um ato de contestação para ser reconhecido como um elemento de imagem, de estética e, principalmente, de autoestima.”

Joalheria fina
Além do formato e da estética, o material também ganhou uma evolução. Ouro 18k, prata 925, moissanite, diamantes e pedras preciosas são alguns dos exemplos, enquanto nomes como Maria Tash e Beatriz Werebe se destacam. “O detalhe deixou de acompanhar a só a indústria da modificação corporal, começou a conversar com a moda, e com o comportamento”, diz Bela
Lidando com o medo

Se o seu receio é a dor da agulha, pode relaxar: hoje os procedimentos são focados no seu total conforto. Além do uso de pomadas anestésicas que inibem a dor, a aplicação conta com o apoio da laserterapia de baixa intensidade. Esse método inovador e indolor utiliza a luz para estimular a regeneração celular e controlar a inflamação direto na raiz, sem a necessidade de químicos. É o aliado perfeito para quem tem cicatrização mais lenta ou quer prevenir e tratar os temidos granulomas.
