Viajar sozinha sendo mulher é uma das experiências mais transformadoras, desafiadoras e genuinamente libertadoras que alguém pode viver. É um movimento que vai muito além de arrumar as malas e mudar de geografia: é uma jornada de dentro para fora, que não necessita negociar roteiros, horários ou vontades.

Nossa comunidade sabe o quanto essa experiência é transformadora. 61,86% das nossas integrantes afirmaram que já viajaram sozinhas pelo menos uma vez. Por outro lado, o desejo de vivenciar essa autonomia esbarra na insegurança para uma parcela significativa das entrevistadas. Enquanto 28,87% relataram que têm vontade de viajar sós, mas ainda sentem receio, outros 9,28% declararam que nunca realizaram uma viagem desacompanhadas justamente por causa do medo.
Encare com coragem
Por mais que sempre haja insegurança, às vezes dar o “empurrãozinho” que falta é necessário para encarar uma nova aventura na companhia de si mesma. Foi assim com a influenciadora Giovanna Bessa, que fez sua primeira viagem solo de 2021 para 2022, quando decidiu passar o ano novo em Nova York. “Fui com receio, claro, mas, quando cheguei lá, eu já estava tão feliz que nada foi capaz de me deixar com medo ou preocupada”, conta ela ao GE.
Ao lado de você mesma
Se encarar a própria companhia é desafiador para você, imagine quando você descobrir o quanto incrível e libertador isso pode ser. “Hoje eu procuro viajar sozinha o máximo que posso justamente pra ter esses momentos de conexão comigo mesma. Sempre volto mais consciente, criativa e decidida sobre o que eu quero, sabe?”, conta ela, que recentemente viajou sozinha para Yellowstone, no oeste dos Estados Unidos. “A cada 5 minutos eu pensava: ‘Meu Deus, eu não acredito que eu tô fazendo isso’, porque eu nunca imaginei ter coragem de fazer uma roadtrip por um lugar onde eu nunca tinha estado antes.”
Conexão com os locais
Ao conversar com quem vive no local, você ganha olhares autênticos e conselhos preciosos que dificilmente descobriria se estivesse dividindo a atenção com uma companhia de viagem. Durante uma escala, Giovanna conta que fez amizade com uma senhora que mora em Montana, o que fez toda a diferença na experiência. “Ela me deu várias dicas e conselhos. Até me emprestou até spray de urso (que é recomendado levar pra dentro do parque caso você encontre um urso nas trilhas) e, durante a minha viagem toda, continuou me mandando sugestões, notícias das estradas e conselhos pelo WhatsApp! Fez a minha viagem ficar ainda mais incrível”, conta.
Vale ir treinando
A nossa Big Boss, Camila Coutinho, traz uma dica valiosa: que tal ir se acostumando com a própria companhia mesmo durante uma viagem em grupo? “Adoro ter alguns momentos comigo. Até quando estou viajando acompanhada gosto de ter um dia só comigo, para ficar livre na programação e para conversar com pessoas locais”, conta ela, que visitou a galeria desacompanhada e aproveitou para bater um papo sobre arte com quem estava por lá. “Isso expande muito a viagem.”

Evitando perrengues
Como toda viagem, é claro que há episódios indesejados, mas o importante é saber lidar. Para evitar, Giovanna recomenda ser bem criteriosa nos locais onde se hospeda: procura avaliações, não fica em bairros afastados e pesquisa tudo antes. No entanto, isso também não é garantia. Ela lembra que seu maior perrengue foi em sua viagem mais recente, quando ficou 5 dias em Amsterdam.
”Quando fui fazer check-in, quem me recebeu foi um homem completamente alterado, descalço e que parecia nem saber onde estava ou o que estava fazendo”, relembra ela, que ficou em seu quarto e deu seu feedback ao hotel na manhã seguinte.
Lidando com a solitude

É natural que a solidão venha, mas há formas de lidar com ela. “Acabo ligando pra quem eu amo, conversando, escutando uma música ou simplesmente saindo para caminhar em algum lugar com mais pessoas”, revela a influencer.
“Além da segurança, também nunca viajo sem internet no celular, justamente pra sentir que estou sempre conectada caso precise de algo ou de alguém. Só isso já me dá uma sensação de ‘companhia’ a mais”, recomenda ela.
