Com certeza vocês se lembram de quando todo mundo vestiu rosa para assistir “Barbie”, filme estrelado por Margot Robbie. Apesar de ter a boneca mais famosa do mundo como protagonista, a produção não era exatamente infantil e levou mulheres de todas as idades às salas de exibição. Esse é um bom exemplo de quando o lúdico entrou, com força total, no universo da moda.

Efeito Polly Pocket
Agora, esse lúdico aparece de outra forma nas passarelas, começando pelos Jelly Mules, da Chloé. Se você olhar atentamente, vai entender por que o modelo ganhou o apelido de “sapato da Polly Pocket”. Com aparência quase de brinquedo, o mule tem acabamento translúcido, brilho plástico e uma estética nostálgica que remete diretamente aos acessórios coloridos das bonecas dos anos 1990 e 2000.

Podemos dizer o mesmo da nova coleção da Loewe. No desfile de Outono/Inverno 2026/2027, as peças com aparência emborrachada chamaram atenção justamente por criarem um efeito quase irreal. Era como se as modelos se transformassem em bonecas. O resultado parece reforçar essa aproximação entre moda e imaginário lúdico através de peças que parecem sair de um universo de brinquedo, mas ganham força na passarela com conceito e impacto visual.

A estética Elle Woods
A nostalgia ainda vai ganhar um novo capítulo com o lançamento da série “Elle”, prelúdio do filme “Legalmente Loira”. De repente, todos estão falando não apenas sobre a estreia em si, mas também sobre o guarda-roupa da personagem.
E faz sentido: a estética de Elle Woods sempre foi parte essencial da sua narrativa. Rosa, conjuntos coordenados, minissaias, bolsas pequenas e alfaiataria ajudam a construir esse universo preppy e girly que transformou a personagem em referência fashion.
Mais diversão no look
Se vamos viver um novo boom de roupas cor-de-rosa e looks à la “Legalmente Loira”, ainda não sabemos. Mas uma coisa é fato: a moda tem se aberto cada vez mais ao lúdico.
Depois de uma era marcada pelo minimalismo (que, claro, nunca sai totalmente de cena), parece existir uma vontade maior de colocar a criatividade para fora. Vemos isso nas texturas, estampas, volumes e referências nostálgicas, que provam que vestir também pode ser sobre memória afetiva e diversão.
No dia a dia, esse lúdico aparece de forma mais sutil e usável. Não precisa ser uma peça com cara de passarela: pode ser uma sapatilha transparente, uma bolsa colorida ou um acessório com formato divertido.
Também pode surgir naquele momento em que você se permite brincar com a própria imagem, como vem acontecendo com a estreia de “O Diabo Veste Prada”. Para assistir ao filme, fãs têm caprichado na produção, muitas vezes com peças que fazem referência à história e às próprias personagens.

O ponto de interesse do look
Se o minimalismo é considerado sofisticado, o lúdico também pode ser, principalmente quando existe conforto e intenção nas escolhas.
Essa sofisticação aparece justamente no equilíbrio: uma bolsa com formato inusitado combinada com alfaiataria, uma sapatilha transparente usada com jeans reto ou um acessório divertido em um look minimalista. Quando o elemento lúdico entra como ponto de interesse, ele deixa o visual mais autoral sem perder elegância.
