Atualmente, com as pautas de saúde mental em alta, ter um bom clima organizacional tornou-se prioridade. Esse cenário é alimentado, em grande parte, pelo bom convívio entre as equipes, o que torna natural o surgimento de grandes amizades no escritório, ou até mesmo o desejo de trabalhar lado a lado com amigos de longa data. No entanto, o grande desafio surge na hora de traçar o limite: como separar a vida particular das exigências e responsabilidades do regime CLT?

Como equilibrar?
Essa tarefa não é fácil, mas é preciso ter maturidade psicológica, como explica a psicóloga Marilene Kehdi: “A ideia não consiste em separar esses vínculos, mas reconhecer qual papel deve conduzir nossas atitudes em cada contexto. Não deixamos de ser amigos durante o expediente, apenas colocamos temporariamente o papel profissional à frente do vínculo afetivo”. De acordo com a profissional, isso o irá favorecer decisões imparciais, relações éticas e um ambiente organizacional pautado pela confiança e colaboração.

A difícil tarefa de estabelecer limites
Impor limites nunca é fácil, e para as mulheres essa tarefa costuma carregar um peso ainda maior. Contudo, separar os papéis no trabalho é indispensável e longe de significar desrespeito, reflete maturidade profissional. O desafio ganha contornos ainda mais delicados quando o grupo de amigas envolve diferentes níveis hierárquicos.

Esse distanciamento saudável tem um papel claro: “Isso não significa ausência de vínculo ou de confiança, mas representa uma forma de autorregulação que contribui para a manutenção da ética, da objetividade e da qualidade das relações organizacionais”, comenta Marilene.
O lado bom do crachá

Quando esses ponteiros são alinhados, o melhor dos dois mundos acontece. “A melhor vantagem é ter ao lado pessoas que torcem por você de verdade, que estão sempre apoiando, incentivando a melhorar e tornando os dias mais difíceis e exaustivos muito mais leves”, comemora Rafa. A psicóloga Marilene corrobora essa visão, destacando que a amizade fortalece o coletivo, principalmente “quando cria um ambiente profissional acolhedor e colaborativo.”
