Blush de transição é um truque de maquiagem que ganhou os holofotes nos últimos anos. A técnica é caracterizada por criar uma conexão suave entre o corretivo abaixo dos olhos e o blush aplicado nas maçãs do rosto. Embora o termo esteja em alta, o conceito de transition blush não é novo.
A técnica surgiu em 1997, elaborada pelo maquiador Kevyn Aucoin. Mais recentemente, ela ganhou forca e foi refinada nas redes sociais pela maquiadora Painted by Esther, que popularizou o método especialmente para valorizar tons de pele retintos. Agora, Patrick Ta se apropriou do termo, e lançou um produto que gerou polêmica.

Dono do nome
Patrick Ta decidiu lançar um produto chamado “blush de transição”, termo que registrou e sobre o qual garantiu exclusividade comercialm mesmo sendo uma expressão que já circulada organicamente na comunidade de beleza. Ele não inventou o look, mas venceu a corrida pela propriedade da linguagem.

Atualmente, as redes sociais são o principal motor de descoberta das tendências de beleza e, nesse cenário, ser dono das palavras que definem uma trend pode representar uma das maiores posições de autoridade que uma marca pode ocupar.
Polêmica
Como era de se esperar, os debates começaram rapidamente. Muitos apontaram que Patrick estaria “roubando” mulheres negras, enquanto a própria Ngozi Edeme se pronunciou sobre o assunto, deixando claro que nunca afirmou ter inventado a técnica, mas que, ainda assim, é inegável a sua influência na popularização do método, sobretudo entre mulheres negras.
Patrick respondeu na legenda de um vídeo dizendo que tem “muito amor e respeito pela Esther”. O maquiador também afirmou à Glossy que, antes de lançar o produto, convidou Ngozi para uma parceria paga, mas que a equipe dela recusou a oportunidade.

