Comportamento

Por que pessoas confiantes conseguem fazer coisas diferentes?

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Não se fala em outra coisa, e também não era para menos. Os dois shows de Rosalía no Rio de Janeiro geraram impacto tanto em quem esteve presente quanto em quem ficou de fora, e, talvez, até com uma pontinha de FOMO. Com a turnê “Lux”, a artista espanhola mostrou, mais uma vez, que sabe se reinventar e que o público parece cada vez menos disposto a consumir um pop “arroz com feijão” e mais sedento por algo diferente. Se até Caetano Veloso e Marisa Monte foram beber dessa fonte criativa, quem somos nós para não querer acompanhar tudo isso de perto também?

Rosalía – Foto: Reprodução / Instagram @rosalia.vt

Após “Motomami”, turnê que finalmente lhe rendeu o reconhecimento do público brasileiro, a artista sabia que poderia fazer mais. Para este trabalho, decidiu falar sobre suas relações amorosas e sua conexão com Deus em quatorze idiomas diferentes. Para quem estava acostumado a vê-la ao som de um reggaeton experimental, com toques de flamenco e, muitas vezes, música eletrônica, Rosalía adicionou música clássica e pop experimental, agora com influências orquestrais.

Rosalía – Foto: Reprodução / Instagram @rosalia.vt

Ela também passou a estudar balé e, sem qualquer vergonha, leva essa nova habilidade para o palco, misturando os movimentos da dança clássica às mãos características do flamenco. As apresentações desta nova fase, que chegaram ao Brasil em suas datas finais, após passarem por diversos países, foram aclamadas por onde passaram, incluindo aqui, é claro.

O curioso é que no começo da carreira, a menina que transformou seu TCC na Escola Superior de Música da Catalunha em um disco, nomeado como “El Mal Querer” (2018), já havia sido rejeitada em uma competição musical na televisão. Em 2008, a cantora recebeu um belo “não” no programa espanhol “Tú Sí Que Vales”. O que ela fez com isso? Seguiu acreditando no seu propósito.

Bad Bunny foi outro que seguiu a receita. No quarto de sua casa, ele gravava e publicava suas próprias músicas de trap e reggaeton de forma independente no SoundCloud até chamar a atenção de produtores com o single “Diles”. Para quem começou arriscando com vídeos caseiros na internet, construir uma casa em seus shows para levar ao público um pedaço da cultura latina pareceu um passo mais do que certeiro, tanto que, o levou ao palco do show do intervalo do Super Bowl.

Uma infinidade de outras artistas faz, e continua fazendo, o mesmo, especialmente no Brasil. Anitta, Marina Sena, Duda Beat, entre tantas outras, saíram da caixinha para falar sobre temas muitas vezes pessoais, como decepções amorosas, crenças e experiências próprias.

Marina Sena – Foto: Reprodução / Instagram @amarinasena

É sobre fazer diferente e ir muito além de simplesmente inaugurar uma nova era, expressão que os fãs de música pop adoram usar para definir o novo trabalho de um artista. No fim, talvez seja justamente essa disposição para experimentar, arriscar e fugir do óbvio que transforme uma nova fase em algo realmente marcante.

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