Comportamento

Por que tantas influenciadoras estão discursando em Harvard?

4 minutos de leitura

Se antes influenciadoras eram vistas apenas como rostos conhecidos nas redes sociais, hoje muitas delas se tornaram fundadoras, diretoras criativas e referências em construção de comunidade.

Não à toa, vemos cada vez mais criadoras de conteúdo lançando suas próprias marcas, que ganham espaço e passam a concorrer com nomes já consolidados no mercado. Muitas delas, inclusive, chegaram a grandes varejistas, como a própria Sephora.

Matilda Djerf em Harvard – Foto: Instagram @matildadjerf

A força da creator economy

Isso não acontece da noite para o dia e nem se resume a ter milhões de seguidores. O que chama atenção é a capacidade de transformar presença digital em negócio: lançar marcas, vender produtos, criar tendências e influenciar o consumo.

Moda e beleza sempre foram guiadas por desejo, imagem e identificação. A diferença é que, agora, muitas influenciadoras dominam esses códigos e conseguem transformá-los em empresas, collabs e comunidades fiéis.

 Influenciadoras na sala de aula

Por isso, mesmo que a Harvard Business School siga sendo uma escola tradicional, não é impossível imaginar um cenário em que influenciadoras também sejam vistas como referências de negócio, como é o caso de Matilda Djerf, por exemplo.

Dona da marca de roupas Djerf Avenue e da marca de beleza Djerf Avenue Beauty, Matilda transformou sua estética pessoal em um universo de consumo. O cabelo volumoso, os looks minimalistas, a alfaiataria descomplicada e o mood escandinavo deixaram de ser apenas parte do seu estilo para se tornarem códigos reconhecíveis de marca.

O mesmo aconteceu com Alix Earle, que já participou duas vezes de aulas na Harvard Business School. Em uma delas, os alunos chegaram a discutir se fazia sentido a influenciadora lançar um produto próprio. Pouco tempo depois, ela apresentou sua marca de skincare, Reale Actives.

Segundo a Vogue Business, o professor Reza Satchu, que inicialmente teve dúvidas sobre convidá-la, agora desenvolve um estudo de caso sobre sua trajetória como fundadora.

Influenciadoras estão cada vez mais nas salas de aula – Foto: instagram @matildadjerf

 Em alta

A lista de influenciadoras que já passaram pela Harvard Business School é extensa: Pia Mance, Bethenny Frankel, Rocky Barnes, Karlie Kloss e até mesmo Kim Kardashian já participaram de conversas na instituição.

Nem todos esses convites fazem parte do currículo oficial da Harvard Business School. Muitas vezes, eles partem de clubes organizados pelos próprios estudantes, mas ainda assim mostram a importância que a creator economy passou a ter nas conversas sobre marca.

Prova disso é que a economia dos criadores deve movimentar valores cada vez maiores. Segundo a Goldman Sachs, o setor pode chegar a US$ 500 bilhões até 2027.

Isso mostra que o trabalho de influenciadores, especialmente nos universos de moda e beleza, deixou de ser visto apenas como algo fútil ou passageiro. Hoje, ele ocupa um espaço estratégico, conversa com grupos de pessoas e influencia hábitos.

Brasil em pauta

Esse movimento também acontece com criadores de conteúdo brasileiros, através do Brazil Conference at Harvard & MIT, um espaço plural de diálogo sobre política, economia, cultura e tecnologia. 

Nesse contexto, influenciadoras também estão inclusas, como a nossa big boss, Camila Coutinho, fundadora de GE Beauty, que participou de uma conversa com Juliana Cimed sobre empreendedorismo e inovação.

Camila Coutinho em Harvard – Foto: @camilacoutinho

No fim, a presença dessas influenciadoras em um ambiente tão tradicional sinaliza uma mudança maior: a influência deixou de ser vista apenas como entretenimento, e passou a ser entendida também como estratégia de negócio.

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